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Vigilância

CFTV corporativo: o que avaliar antes de instalar câmeras e NVR

A maioria dos sistemas de CFTV falha no momento em que você mais precisa: a imagem não identifica ninguém, a gravação já foi sobrescrita ou o acesso remoto está exposto na internet. Dá para evitar tudo isso no projeto.

Câmera é commodity; o que separa um CFTV útil de um enfeite caro é o projeto: onde cada câmera aponta, quanto tempo a gravação dura, como o sistema se conecta à rede e quem consegue acessá-lo.

Resolução e posicionamento

  • 2 MP (Full HD) resolve a maioria dos ambientes internos; 4 MP ou mais em pátios, estacionamentos e portarias, onde você precisa ler placa ou identificar rosto.
  • Mais pixels sem lente e posição corretas não adianta — câmera alta demais grava topo de cabeça.
  • Defina o objetivo de cada câmera: detecção (tem alguém ali), reconhecimento (quem é) ou identificação (prova). Cada nível exige mais densidade de pixels no alvo.
  • Cuidado com contraluz em entradas — câmera com WDR real ou reposicionamento.

Armazenamento e retenção

Essa é a conta que quase sempre é subestimada. O espaço depende de número de câmeras, resolução, FPS, tipo de compressão (H.265 economiza muito) e quantos dias você quer manter. Trinta dias de retenção costuma ser um bom alvo — e frequentemente o dobro do que o sistema instalado "de fábrica" entrega. Use HDs próprios para videovigilância (linha surveillance), que aguentam gravação contínua.

Rede: câmera não vive na mesma rede das estações

  • VLAN dedicada para câmeras e NVR, isolada do restante (veja o artigo sobre segmentação).
  • Switch com PoE+ e orçamento de potência suficiente para todas as câmeras.
  • Cabeamento respeitando o limite de 100 m; acima disso, extensor PoE ou fibra.
  • O NVR no nobreak — de nada adianta câmera gravando se o gravador cai junto com a luz.

Acesso remoto sem expor o sistema

Nunca abra as portas do NVR direto na internet — gravadores de CFTV estão entre os alvos mais escaneados que existem. O acesso remoto deve passar por VPN ou pela nuvem oficial do fabricante (P2P) com senha forte e, de preferência, duplo fator. Troque toda senha padrão antes de conectar qualquer coisa.

LGPD: câmera também trata dado pessoal

  • Sinalize as áreas monitoradas com aviso visível.
  • Tenha finalidade definida (segurança patrimonial) e não monitore áreas de expectativa de privacidade.
  • Defina prazo de retenção e controle quem tem acesso às imagens — com registro de quem exportou o quê.

Nota da RELIC

No Grande ABC, o problema que mais encontramos em CFTV existente é retenção curta: quando o cliente vai buscar a imagem de um incidente de duas semanas atrás, ela já foi sobrescrita. Ajustar isso costuma ser só dimensionar o disco certo no projeto.

Vai instalar ou revisar seu CFTV?

A RELIC projeta e implanta CFTV corporativo — câmeras, NVR, rede dedicada e acesso remoto seguro — para empresas de São Bernardo do Campo, do Grande ABC e da Região Metropolitana de São Paulo. Veja o escopo completo do serviço de CFTV.

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