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Checklist de backup 3-2-1: o mínimo para não perder dados

A regra 3-2-1 é citada em todo lugar e cumprida em quase nenhum. Veja o que ela exige de verdade, onde as empresas escorregam e como provar que a restauração funciona antes de um incidente.

Backup não é ter uma cópia. É conseguir voltar a operar depois de um ransomware, um HD queimado ou um arquivo apagado por engano. A regra 3-2-1 existe para garantir que exista pelo menos um caminho de volta quando o principal falhar.

Os três números, traduzidos

  • 3 cópias dos dados: a produção + duas cópias de backup. Se uma corromper, ainda sobra uma.
  • 2 mídias diferentes: não adianta as duas cópias no mesmo storage. Ex.: disco local + nuvem, ou NAS + fita.
  • 1 cópia fora do local (off-site): protege contra incêndio, furto, alagamento e ransomware que se espalha pela rede.

Onde as empresas falham na prática

  • As "duas cópias" estão no mesmo servidor — uma pasta chamada backup no mesmo disco não conta.
  • O off-site está sempre montado na rede: um ransomware criptografa o backup junto.
  • Ninguém testa a restauração. Descobre-se que o job falha há meses só no dia do desastre.
  • Retenção curta demais: ataques ficam dormentes por semanas; se você só guarda 7 dias, restaura já infectado.
  • Bancos de dados copiados "a quente" sem dump consistente — o arquivo existe, mas não sobe.
  • Sem monitoramento: o job falha silenciosamente e o e-mail de alerta vai para a caixa de spam.

3-2-1-1-0: a evolução da regra

A versão moderna acrescenta dois requisitos que o ransomware tornou obrigatórios:

  • +1 cópia imutável ou offline: armazenamento que não pode ser alterado nem apagado durante um período (object lock, fita, cofre na nuvem).
  • 0 erros na verificação: todo backup é validado e um teste de restauração é feito periodicamente.

Como testar a restauração

  1. Escolha um conjunto real: um arquivo, uma pasta grande e um sistema inteiro (VM ou banco).
  2. Restaure em ambiente isolado — nunca por cima da produção.
  3. Abra os dados: o documento abre? o banco sobe? o sistema loga?
  4. Meça o tempo. Esse é o seu RTO real (quanto tempo até voltar).
  5. Confira a data do dado recuperado. A diferença para o momento da falha é o seu RPO real (quanto você perde).
  6. Registre o resultado e repita pelo menos a cada trimestre.

Frequência e retenção — um ponto de partida

DadoFrequênciaRetenção sugerida
Bancos de dados / ERPA cada 1–4 h30 dias + fechamento mensal por 12 meses
Arquivos e compartilhamentosDiária30–90 dias
Servidores (imagem completa)Semanal + diferencial diário4 semanas
Configurações de rede (firewall, switches)A cada alteraçãoÚltimas 10 versões

Nota da RELIC

Nas visitas técnicas que fazemos no Grande ABC, o backup quase sempre "existe" — o que falta é a cópia imutável e o teste de restauração documentado. São essas duas peças que separam um susto de uma parada de dias.

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A RELIC avalia, corrige e monitora rotinas de backup para empresas de São Bernardo do Campo, do Grande ABC e da Região Metropolitana de São Paulo — incluindo teste de restauração documentado. Veja o escopo completo do serviço de servidores e backup.

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